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Traxx – A fábrica e a estratégia em época de crise

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O tigre está acordando. Em momentos de crise é que se encontram as melhores oportunidades. O mercado brasileiro se retrai com problemas na economia e isso tira o poder de compra dos brasileiros. Contudo, a Traxx acha que essa é uma boa oportunidade para lançar seus quatro novos produtos e avançar nas vendas também em outros estados do Brasil, além dos da região Nordeste.

Com preço competitivo, produtos que atendem aos anseios dos motociclistas, trazendo qualidades e características não encontradas nas motos da concorrência, os executivos da Traxx esperam ampliar sua área de atuação para os estados das regiões Sul e Sudeste. A empresa claramente modernizou seu portfólio para poder dar esse passo, já que as motocicletas que vendem bem no Nordeste – leia-se os ciclomotores e as motos de até 100 cc, até hoje não foram bem aceitas pelo mercado nas regiões Sul e Sudeste.

Mas afinal, quem é a Traxx? A Moto Traxx da Amazônia é uma empresa que faz parte do China South Industries Group (CSIG). Com sede em Pequim, o grupo reúne mais de 70 empresas que atuam em vários segmentos, como produção de equipamentos especiais, fotoeletricidade, aços especiais, medicina, energia, máquinas de petróleo, aparelhos de combate a incêndio, miniveículos, automóveis e motocicletas, segmento onde é líder de mercado na China.

O fato de a empresa no Brasil ser gerida pela própria matriz chinesa da marca é muito representativo. Para o consumidor, isso é decisivo pois não se trata de mais um empreendimento de algum investidor que viu uma oportunidade para importar, montar e vender motocicletas no Brasil e, ao primeiro problema, fechar as portas e deixar o consumidor na mão. Apesar da operação ainda pequena e da pouca presença nos mercados mais importantes, percebe-se claramente que a Traxx está no Brasil para ficar e crescer.

Na definição do diretor comercial da empresa, Fernando Zhang, a Traxx é como o bambu chinês, que antes de subir com seu caule, desenvolve bem suas raízes e assim, com a flexibilidade de seu corpo aliada à firmeza de suas raízes, cresce com grande resistência e suporta as maiores intempéries. “Assim vem crescendo a Moto Traxx da Amazônia durante esses oito anos no Brasil, diz Zhang”.

A empresa implantou-se inicialmente em Fortaleza (CE) por causa da nova infraestrutura portuária que se foi feita naquela capital na época da sua fundação. Assim, expandiu sua atuação no mercado a partir da capital cearense. Pensando na necessidade de lançar novos produtos, a Traxx aderiu ao Polo Industrial de Manaus (PIM) onde implantou sua fábrica. Com 7.000 m² de área construída e um espaço total de 53.000 m², a fábrica inaugurada em dezembro de 2007  tem capacidade para produzir 100 mil motos por ano e a produção atual ocupa cerca de 25% disso. Em 2014, a Traxx produziu 21.715 motos (dados da Abraciclo).

A sede administrativa é em Fortaleza (CE), tem área de 5.000 m² e abriga os departamentos de administração, pós-venda e marketing. Estão lá também o centro de treinamento de revendas e sua central de distribuição de peças. O estoque de peças da Traxx ocupa uma área de 4.000 m² com seu sistema de gerenciamento WMS (Warehouse Management System) que roteiriza o pedido e aperfeiçoa a busca por cada peça solicitada. Via código de barras, cada um dos 5.000 itens é codificado e identificado para sua referência junto ao mercado.

A estrutura existe e está bem preparada para aproveitar as oportunidades. Após 8 anos atuando no mercado brasileiro praticamente somente na região Nordeste, a Traxx encara a partir de agora o desafio de participar também dos mercado do resto do País. E para isso apresentou seus 4 novos modelos, um deles já conhecido e avaliado por Motonline, a Traxx Fly 250. Há mais uma trail, a Fly 150, e duas street da família TSS (Traxx Street Sport), a TSS 250 e a TSS 150.

Com essa linha de produtos, a Traxx se prepara para participar da concorrência mais acirrada do mercado brasileiro, no Sul e Sudeste do País. Preço, qualidade e produtos eles já têm. Falta ainda implantar uma boa rede de revendedores para garantir o pós-venda ao nível desejado pelo consumidor brasileiro. Segundo afirmam os executivos da Traxx, esse processo está em curso. Ao contrário das outras marcas de motocicletas no Brasil, a Traxx não obriga que o investidor tenha o setor de serviços e peças exclusivo.

Isso pode representar um facilitador aos investidores que desejam vender motos da marca, mas não querem perder sua clientela de oficina. Com a Traxx, eles podem prestar serviços de mecânica e vender peças de outras marcas. A explicação para essa política vem do diretor Zhang: “A comparação dos preços de peças e serviços é benéfica para as vendas das motos novas da Traxx” explica. O tempo dirá se a ideia funcionou. Mas que é uma novidade interessante e que pode fazer diferença nos negócios, isso não dá pra negar. Finalmente, algo novo no nosso combalido mercado de motocicletas.

 

Fonte: Motonline

Link original: http://www.motonline.com.br/noticia/traxx-a-fabrica-e-a-estrategia-em-epoca-de-crise/

 

 



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